Termo usado para descrever folhetos ou livros que foram retirados de volumes de miscelâneas. Distinguem-se das brochuras por apresentarem de forma evidente o serrotado da encadernação, por vezes vestígios da talagarça, da corda, da costura e até a curvatura do lombo.

Por vezes usam-se em conjunto com o termo brochado apenas para reforçar a descrição, mas o seu uso é, na verdade, redundante. Em rigor, o termo brochado não deve ser aplicado nestes casos, pois este refere-se a livros nunca encadernados.

É interessante o que nos diz Carter sobre esta prática:

“Esta prática, que está em crescimento, é conveniente para o livreiro, que espera vender um folheto raro integrado num volume, descartando os restantes; e, por vezes, também para o bibliófilo que não deseja encher as suas prateleiras com matérias exteriores ao seu interesse.”

CARTER, John, ABC for Book-Collectors, London, Mercury Books, 1961, p. 75
Um lote desencadernado vendido na Ecléctica Leiloes.

De facto, a remoção de folhetos de miscelâneas é prática relativamente comum e pode ser interessante quer para o livreiro, quer para o bibliófilo. No entanto, não deve deixar-se de lado a importância de outros dados bibliográficos não desprezíveis, como a unidade do volume manifestada pelo tema que abordam os vários títulos ou pelo gosto do bibliófilo que o compôs, além de se perderem definitivamente proveniência ou a própria encadernação.